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esquina e todo mundo conhecia

Posté : ven. 18 sept. 2026 12:42
par lanhsuychs
Seu Osvaldo era dono da padaria da esquina e todo mundo conhecia ele pelo sorriso fácil. Eu passava lá todas as manhãs antes do trabalho, comprava pão na chapa e ficava ouvindo as histórias dele sobre futebol antigo. Ele dizia que a vida era igual a um jogo, cheia de surpresas, e que a gente precisava saber aproveitar os momentos. Um dia, entre uma fornada e outra, ele comentou que tinha começado a usar parimatch por indicação do filho, mais para se distrair do que por outra coisa. Achei curioso, porque ele não parecia o tipo que se envolve com isso. Ele riu e disse que era só um jeito de acompanhar os campeonatos com um pouco mais de tempero. Comecei a reparar que ele ficava mais animado nos dias de jogo, contava os lances com detalhes, fazia previsões, zoava os clientes. Uma manhã, acertou um palpite e comemorou como se tivesse ganhado o campeonato, distribuindo pão de queijo para os presentes. A padaria virou uma espécie de ponto de encontro, todo mundo querendo saber o palpite do dia. Eu, que ia só comprar pão, acabei ficando mais tempo, ouvindo causos, rindo das histórias. Seu Osvaldo faleceu anos depois, mas a lembrança daquele sorriso e da manhã de pão de queijo ficou guardada. Às vezes, passo em frente à padaria e lembro dele, do jeito que transformava coisas simples em alegria.